Alugar ou financiar um imóvel? Veja o que vale mais a pena!

A opção por alugar ou financiar uma casa ou apartamento deve envolver uma série de cálculos e considerações. O pensamento comum é que o aluguel é um “dinheiro perdido” e que o financiamento é um investimento, mas essa visão desconsidera variáveis como a taxa de juros, planos de vida e a possibilidade de investir em outros ativos enquanto se paga o aluguel.

É importante ter conhecimento sobre todos os fatores envolvidos no financiamento e na locação, como taxas, inflação, custo-benefício e burocracia envolvida, para colocá-los na balança e decidir pelo mais conveniente para a sua fase da vida, seus objetivos e necessidades.

Se você está em uma relação estável e tem ou planeja ter filhos, fazer um planejamento financeiro no sentido de financiar um imóvel provavelmente é a melhor opção. Por outro lado, estudantes e jovens adultos que ainda estão iniciando uma carreira e desejam conhecer outros estados e países encontram no aluguel a conveniência de contratos curtos, mensalidades menores e menos burocracia.

Está em dúvida sobre a melhor alternativa? Então continue a leitura e confira as informações que separamos para ajudar você nessa escolha tão importante!

Taxas

A taxa básica de juros (Selic) fechou 2020 em 2%. A Selic regula as demais taxas de juros cobradas em operações de crédito e financiamento por todo o país, e o valor atual baixo indica um bom momento para investimentos. Porém, atenção: não deixe de consultar pelo menos 3 instituições bancárias para fazer uma simulação, uma vez que os juros praticados e as condições de pagamento de cada uma delas costumam variar. Também leve em consideração que os juros sempre podem aumentar, então se planeje para a eventualidade.

Financiar um imóvel é praticamente “alugar” o dinheiro de um banco por um tempo determinado. Quanto menor o tempo de “aluguel”, melhor, então vale se planejar para oferecer uma boa entrada no intuito de diminuir a quantidade de parcelas restantes. Não deixe de colocar na conta também as despesas extras com cartório e com o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Juntas, elas somam cerca de 5% do valor total da propriedade.

As taxas com aluguel são menores e mais simples, geralmente relativas à garantia, autenticação de documentos e serviços de corretagem. Outras despesas incluem condomínio e IPTU. Reparos na residência e nas instalações externas — em caso de prédio — ficam a cargo do proprietário. As responsabilidades do locatário são menores, porém também há menos liberdade para a personalização da casa e para reformas.

Valorização econômica

Basicamente, a valorização de um imóvel é o aumento do seu valor de mercado em relação ao montante inicial. Alguns dos motivos para isso são a efetivação de melhorias na propriedade ou na infraestrutura da região, aumento da demanda por imóveis no bairro ou no mercado imobiliário em geral e outros aspectos econômicos. Tudo isso pode influenciar também nos preços dos aluguéis.

Não é possível prever com precisão se um imóvel será valorizado ou desvalorizado ao longo do tempo, porém, pode-se fazer uma estimativa. Por meio da avaliação do potencial de crescimento da região, da previsão de instalação de novos empreendimentos — como shoppings, centros comerciais e áreas de lazer —, e da monitoração de índices como o Índice Geral de Preços Imobiliários – residencial (IGMI-R) e o IVG – R (Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados), dá para se ter uma noção.

Por serem muitas variáveis, e algumas delas demandarem conhecimentos mais aprofundados de economia e mercado imobiliário para serem mapeadas, pode ser útil — e até necessário — contar com uma consultoria especializada na hora de considerar o financiamento de um imóvel.

Burocracia

A burocracia existe tanto no aluguel como na compra de imóveis, porém costuma ser mais simples na primeira opção porque, como já dito acima, esta demanda menores responsabilidades. No financiamento, além das despesas com a escritura, a transferência de titularidade e diversos impostos, a avaliação de crédito também é feita com maior aprofundamento, uma vez que o compromisso com o pagamento das parcelas tem um prazo maior.

É importante entender toda a burocracia envolvida no processo de financiamento de um imóvel para não se deparar com surpresas e “imprevistos” depois que a decisão já foi tomada. Nesse sentido, o papel de um consultor ou contador de imóveis é imprescindível. Esse profissional orientará sobre os documentos necessários, as taxas, as potenciais dificuldades e os passos a tomar a cada etapa do processo. Uma das formas de diminuir a complexidade é optar por imóveis já prontos, em vez daqueles ainda na planta.

Possibilidade de utilização do FGTS

A Caixa Econômica Federal permite que o saldo do FGTS possa ser utilizado por famílias com renda bruta mensal de até R$ 7.000,00 para o financiamento de imóveis em programas de habitação popular, e de até R$ 9.000,00 para as demais modalidades habitacionais. O valor pode ser utilizado para dar entrada, amortizar dívidas ou pagar prestações. Poderá valer-se desse benefício quem acumulou pelo menos 3 anos de trabalho sob FGTS e não esteja envolvido em outro processo de compra ou financiamento.

Em relação à locação, corre no Congresso, desde março de 2020, uma proposta que permite o uso do FGTS como garantia de aluguel residencial. O objetivo é incentivar o acúmulo de saldos maiores para possibilitar o contrato de aluguéis mais caros, em locais que proporcionem maior bem-estar para a família.

Alugar ou financiar um imóvel são processos bastante distintos, que exigem graus diferentes de planejamento financeiro e pesquisa. Enquanto um é provisório, o outro tem caráter mais definitivo. Ambos têm prós e contras, e não é possível estabelecer qual é o mais vantajoso para todas as situações. Sobretudo é preciso avaliar a fase da vida em que você está. Em resumo, para quem tem estabilidade e deseja “fincar raízes”, vale apostar em uma casa própria. Se a fase é de mudanças constantes, pode ser melhor alugar.

Qual é a melhor opção para o seu caso? Se tem interesse em saber mais a fundo sobre o processo de financiamento, não deixe de conferir nosso outro artigo!

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