Quais as expectativas para o mercado imobiliário em 2021?

O mercado imobiliário no Brasil fechou o ano de 2020 em alta. Apesar de todos os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus, como o isolamento social e o fechamento de empresas, alguns fatores contribuíram para que a construção civil e a compra e venda de imóveis se mantivessem firmes durante esse período de turbulências.

O setor já vinha apresentando crescimento desde 2019, e estimativas da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) apontavam, em dezembro do mesmo ano, para um crescimento ainda maior em 2020. De fato, o primeiro trimestre iniciou com queda de juros, projeção de recordes na construção e venda de imóveis, liberação de bilhões em recursos para habitação pelo FGTS, entre outros avanços.

Em março, porém, a Covid-19 atingiu o Brasil em cheio e deu início à recessão econômica, com queda no PIB e desemprego. Passado o susto inicial, a partir de julho o setor imobiliário voltou a impulsionar a economia com a retomada da construção civil, novas regras para o financiamento imobiliário pela Caixa, digitalização de serviços, lançamento do programa Casa Verde e Amarela, entre outros benefícios.

Neste artigo abordaremos cada um desses aspectos, e ao final do texto explicaremos por que o mercado imobiliário ainda promete crescer consideravelmente em 2021. Siga a leitura para conferir!

Conjuntura de 2020 para o mercado imobiliário

Como dito anteriormente, a perspectiva inicial para 2020 era de continuidade do crescimento de 2019. Com a pandemia, porém, seguiu-se um breve período de estagnação na construção civil e na venda de imóveis, que logo foi superado com a ajuda das medidas que relataremos a seguir.

Queda na taxa de juros

A taxa básica de juros (SELIC) — que já vinha apresentando queda desde 2016 — teve uma redução drástica em 2020, chegando a 2%, seu menor valor desde 1996. A SELIC influencia as demais taxas de juros cobradas em transições de crédito — como empréstimos e financiamentos — em todo o território brasileiro. A diminuição foi uma decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) para estimular a economia diante do novo cenário econômico de estagnação e queda na inflação.

Além de favorecer o oferecimento de crédito e o financiamento de imóveis, a taxa SELIC em baixa tornou os fundos de investimento em renda fixa, que são diretamente por ela influenciados, menos atrativos. Quem possuía ativos no Tesouro Direto, por exemplo, passou a ver mais vantagem em sacar o dinheiro para investi-lo em imóveis prontos, visando a uma renda mais estável por meio do aluguel.

Pacote de medidas da Caixa para crédito imobiliário

Paralelamente à queda na taxa SELIC, a Caixa anunciou, no primeiro semestre, um pacote de medidas de fomento ao mercado imobiliário por meio de incentivos fiscais, digitalização de processos e novas regras de parcelamento. Veja a seguir algumas das vantagens concedidas à Pessoa Física:

  • pausa de 120 dias no financiamento para clientes em dia com as parcelas, ou com até 2 parcelas em atraso;
  • carência de 180 dias para começar a pagar as parcelas, no caso de contratos novos;
  • possibilidade de pagamento parcial das prestações, por 3 a 6 meses;
  • acesso remoto aos serviços, por meio de aplicativo, site da Caixa ou 0800.

Programa federal Casa Verde e Amarela

Em agosto, o Governo Federal lançou o programa habitacional Casa Verde e Amarela, um substituto do Minha Casa Minha Vida (MCMV) da gestão anterior. O programa atual conta com reformulações que visam a uma maior eficiência na aplicação de recursos, que serão direcionados não somente à compra de novos imóveis, mas também a reparos naqueles que já existem. Também atuará na regularização de assentamentos irregulares e remanejamento das taxas de juros, que serão variáveis de acordo com a renda e a região do imóvel. Espera-se que cerca de 1,6 milhões de famílias sejam beneficiadas até 2024.

Busca por bem-estar

Para continuar as atividades em meio à pandemia, estudantes e trabalhadores de todo o Brasil se viram obrigados a seguir com o trabalho e os estudos em regime remoto. Com isso, a casa deixou de ser um mero local de descanso e passou a ser também escritório, área de lazer, de convivência e de prática de exercícios físicos. A mistura de funções acabou causando confusão, sobrecarga e algum estresse em muitas famílias, o que favoreceu a busca por imóveis maiores e mais confortáveis. A possível continuidade do home office, mesmo no pós-pandemia, também fez aumentar a procura por cidades mais afastadas do centro.

Uso da tecnologia

Com a suspensão das atividades presenciais, as incorporadoras, construtoras e imobiliárias precisaram criar maneiras de atender seus clientes da maneira mais próxima e pessoal possível. Por sorte, o processo de automação dos serviços já em andamento nas últimas décadas — e acelerado com a pandemia — não só possibilitou o andamento das atividades, como também trouxe maior eficiência e agilidade nos atendimentos, aumentando os lucros. Eventos como os feirões online de imóveis, organizados pela Abrainc e pela Câmara Brasileira pela Indústria da Construção Civil (CBIC) também fazem parte do novo cenário.

O que se espera para 2021

Apesar de 2020 ter sido um bom ano para o mercado imobiliário, a recessão econômica que dominou os demais setores gerou insegurança e maior retenção do dinheiro, impedindo que o volume de vendas de imóveis fosse ainda maior. Com a chegada da vacina, juntamente com o aumento do crédito e os demais benefícios conquistados em 2020, a previsão para 2021 é de um boom de vendas de imóveis e de novos empreendimentos, voltados tanto para as classes baixas, como para as médias a altas.

Em um ano cheio de desafios para a economia, o mercado imobiliário obteve êxito em se reinventar e se manter aquecido, graças à queda nas taxas de juros, a incentivos fiscais, a novas medidas da Caixa e do governo, à valorização do lar e à criação de maneiras mais convenientes de negociar imóveis por meios digitais. Com isso, o setor de habitação e construção civil termina 2020 em franco crescimento, que promete se manter e ainda se intensificar em 2021, no pós-pandemia.

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