4 cuidados que você precisa ter ao comprar um imóvel em comunhão

Comprar imóvel em comunhão é considerado uma das grandes conquistas de um casal. Afinal, esse é um momento em que os dois iniciam em conjunto a construção do patrimônio. No entanto, quando a compra ocorre com o parceiro é preciso avaliar algumas questões importantes para evitar impasses no futuro.

O regime de comunhão de bens é a forma escolhida juridicamente pelo casal sobre como será a partilha do patrimônio, caso a união seja dissolvida. Um imóvel, por ser um investimento de valor alto, necessita de alguns cuidados quando você opta por adquiri-lo com outra pessoa.

Pensando nisso, selecionamos quatro cuidados relevantes nesse sentido, para que você tenha uma compra tranquila e diminua as chances de eventuais problemas. Boa leitura!

1. Leve em conta a qualidade do relacionamento

Inicialmente, é preciso avaliar como está a qualidade do seu relacionamento. Quando o casal compra um imóvel, existe a possibilidade de a dívida se estender por alguns anos, como no caso de financiamentos, que podem perdurar por um longo período.

Então, analisar se os objetivos do outro são parecidos ou iguais aos seus, por exemplo, é importante. Além disso, verificar como está o relacionamento, considerando também o desejo do parceiro de embarcar nessa nova etapa junto com você.

Aspectos como localização, construção de uma família e todos os pontos que são essenciais para cada um devem ser ponderados.

2. Tenha conhecimento do regime de bens

Conhecer quais são as três opções para o regime de comunhão de bens é fundamental para que os dois decidam antes da aquisição do imóvel. Saiba mais sobre cada um deles a seguir.

Comunhão universal de bens

Ao optar por essa alternativa, o casal concorda que a separação será igualitária caso a separação aconteça. Portanto, todos os bens adquiridos antes e depois do relacionamento serão divididos, em partes iguais, para cada um após o término da união.

Para quem está casado, o documento necessário é o pacto nupcial. Por outro lado, se você mantém uma união estável, é preciso uma escritura pública.

Comunhão ou separação parcial de bens

Nesse caso, o casal dividirá somente aquilo que foi conquistado durante o relacionamento. Todos os bens que foram adquiridos serão partilhados de maneira igualitária.

Separação total de bens

Nessa situação, os bens adquiridos não são divididos, ou seja, após a dissolução do relacionamento não ocorre a partilha do patrimônio.

Novamente, para que esse regime ocorra, é preciso um pacto antenupcial, no caso de casamento. Para a união estável, é necessário a escritura pública, registrada em cartório.

3. Certifique-se de que o nome de ambos esteja limpo

Para que todos os procedimentos de compra ocorram dentro da legalidade, é fundamental que você verifique se o nome de ambos está limpo. Fazer isso em uma união estável é importante para prevenir problemas jurídicos caso aconteça um divórcio.

Se não, diversos impasses ou dívidas podem surgir após o término do relacionamento, quando os dois partilharem os bens.

4. Opte por registrar o imóvel no nome dos dois

Para evitar conflitos, dê preferência a registrar o imóvel no nome dos dois. Assim, em uma possível separação de bens, a divisão se tornará mais fácil.

Se você tem uma união estável, essa é a opção ideal. Para que todos os procedimentos sejam simplificados, se o término ocorrer faça uma escritura em cartório das condições que o casal consentiu.

Ao comprar imóvel em comunhão, muitos casais não levam em conta como será a partilha do patrimônio, caso o relacionamento seja dissolvido. Considerar esses pontos com o parceiro e ter um acordo nesse assunto pode evitar diversos problemas no futuro. Por isso, ter conhecimento do funcionamento do regime de bens e de todos os princípios legais envolvendo o matrimônio e a união estável é indispensável.

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